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Produtividade de limpeza: quantos metros quadrados uma pessoa limpa por hora

As faixas de m² por servente que a IN SEGES/MP 5/2017 usa em contratos federais, por jornada de oito horas, e como ler esses números.

Publicado em 14 de outubro de 2026Revisado em 14 de outubro de 2026Por Equipe editorial da BYTX LTDA
O que a fonte diz, nas palavras dela
IN SEGES/MP 5/2017, trechos conferidos em 14 de outubro de 2026.
  • IN SEGES/MP 5/2017Pisos acarpetados: 800 m2 a 1200 m2
  • IN SEGES/MP 5/2017Pisos frios: 800 m² a 1200 m2
  • IN SEGES/MP 5/2017Banheiros: 200 m² a 300 m²
  • IN SEGES/MP 5/2017exposição a situação de risco: 130 m² a 160 m²
  • IN SEGES/MP 5/2017Fachadas Envidraçadas: 130 m2 a 160 m²

Trechos copiados das fontes oficiais, listadas com o link no fim da página.

A resposta curta e honesta

Não existe um número único de metros quadrados por hora, e quem apresenta um como regra geral está simplificando. A produtividade de limpeza depende do tipo de piso, do tipo de ambiente, do estado do local, da frequência, dos equipamentos e do que está incluído. O único conjunto de índices oficiais que encontramos e que pode ser citado com fonte é o da Instrução Normativa SEGES/MP 5/2017, que vale para contratações da administração pública federal e expressa a produtividade em área por servente em uma jornada de oito horas diárias, e não em área por hora.

Este site não converte essas faixas em área por hora, porque a norma não faz essa conversão, e dividir a jornada por oito esconderia fatores que a jornada inclui, como deslocamento, preparo, pausas e etapas diferentes de trabalho. Esta página apresenta as faixas como estão na norma, explica como são lidas e diz o que elas não servem para fazer.

O que diz a norma

O anexo da IN 5/2017 sobre serviço de limpeza e conservação estabelece que, nas condições usuais, serão adotados índices de produtividade por servente em jornada de oito horas diárias. Os serviços são contratados com base na área física a ser limpa. As faixas, em metros quadrados por servente por jornada, são estas:

Tipo de áreaFaixa por servente, jornada de 8 horas
Pisos acarpetados800 a 1.200 m²
Pisos frios800 a 1.200 m²
Laboratórios360 a 450 m²
Almoxarifados e galpões1.500 a 2.500 m²
Oficinas1.200 a 1.800 m²
Espaços livres (saguão, hall e salão)1.000 a 1.500 m²
Banheiros200 a 300 m²
Pisos pavimentados adjacentes às edificações (área externa)1.800 a 2.700 m²
Varrição de passeios e arruamentos (área externa)6.000 a 9.000 m²
Pátios e áreas verdes, alta, média e baixa frequência (área externa)1.800 a 2.700 m²
Esquadrias externas, face externa com exposição a situação de risco130 a 160 m²
Esquadrias externas, face externa sem exposição a situação de risco300 a 380 m²
Esquadrias, face interna300 a 380 m²
Fachadas envidraçadas130 a 160 m²
Áreas hospitalares e assemelhadas360 a 450 m²

Para a coleta de detritos em pátios e áreas verdes com frequência diária, a norma indica 100.000 m². Para a supervisão, ela adota a relação de um encarregado para cada trinta serventes, ou fração, exceto nas fachadas envidraçadas, onde adota um encarregado para cada quatro serventes.

Como ler as faixas

São referências de contratação pública, não leis da natureza. Elas foram definidas para que o poder público estime a equipe necessária e avalie propostas. O texto prevê que as produtividades de referência poderão ser alteradas por portaria da Secretaria de Gestão, e que o órgão contratante poderá adotar índices diferenciados, desde que justificados nos estudos preliminares.

Servem para estimar equipe, e não preço. A lógica da norma é dividir a área pela produtividade para chegar ao número de serventes. Uma ilustração aritmética: uma área de 2.400 m² de piso frio, com referência de 800 a 1.200 m² por servente, resulta em 2 a 3 serventes em jornada de oito horas. Isso mostra o raciocínio da norma, e não vale como orçamento nem como previsão para um local real.

A faixa é intervalo, não promessa. Quem está no limite superior assume um ritmo mais intenso, e a norma tem uma figura para isso: a faixa referencial de produtividade, dentro da qual não se exige comprovação de exequibilidade. Fora dela, a empresa pode ter de demonstrar que sua produtividade é viável. O contexto de licitações está em licitação de limpeza.

Banheiro e vidro de fachada pesam mais por metro quadrado. As faixas menores refletem trabalho mais intenso por área, ou mais risco, como nas esquadrias externas com exposição a situação de risco. A atenção à segurança nesse caso é tema de limpeza de fachada e trabalho em altura.

O que a norma não cobre

A IN 5/2017 não fala de residências, de limpeza pós-obra, de higienização de estofados ou de outros serviços especiais. Também não fixa índices para o setor privado. Aplicar essas faixas a uma casa ou a uma obra seria uma extrapolação sem base. Para residências, o tempo depende de fatores que a página quanto tempo leva uma limpeza residencial descreve.

Como usar o dado como contratante privado

Mesmo sem obrigação, o dado serve de verificação de coerência. Se uma proposta para um andar de escritório prevê uma equipe muito menor do que a lógica das faixas indicaria, a empresa deve explicar como chegará ao resultado. Se a proposta prevê equipe bem maior, convém saber o motivo, que pode ser a frequência, o horário ou o nível de acabamento. A conversa certa é pedir à empresa que mostre como chegou ao número de pessoas, e a ferramenta para isso é o escopo, descrito em escopo de limpeza de escritório. O conceito de posto, que traduz a produtividade em pessoas alocadas, está em posto de serviço em contrato de terceirização. Para a formação do valor, veja quanto custa a limpeza comercial.

O texto da norma está no Portal de Compras do Governo Federal e foi conferido em 14 de outubro de 2026, quando a página indicava atualização em 14 de abril de 2026. O aviso de que não somos advogados explica os limites deste conteúdo. Para encontrar empresas por cidade, use a página inicial.

Dúvidas frequentes

Existe um número oficial de metros quadrados por hora?

Não por hora. A referência oficial que encontramos é a da IN SEGES/MP 5/2017, que fixa faixas de área por servente em jornada de oito horas diárias. Este site não converte essas faixas em área por hora.

Esses números valem para contratos privados?

Não obrigam ninguém no setor privado. A norma é da administração pública federal, e serve como referência pública conhecida. Contratos privados podem adotar outros índices, desde que as partes os combinem por escrito.

Por que a faixa de banheiros é tão menor que a de pisos?

Porque o trabalho é diferente. Banheiros exigem mais etapas por metro quadrado do que um piso contínuo. A norma separa as faixas por tipo de área justamente por isso, e o contratante deve fazer o mesmo no seu escopo.

A norma ainda está em vigor?

A página do Portal de Compras publica o texto como atualizado em 14/04/2026. A própria norma prevê que as produtividades possam ser alteradas por portaria. Antes de usar os números em um edital, confira o texto vigente.

O que a lei e a fonte dizem, nas palavras delas

IN SEGES/MP 5/2017
Pisos acarpetados: 800 m2 a 1200 m2
IN SEGES/MP 5/2017
Pisos frios: 800 m² a 1200 m2
IN SEGES/MP 5/2017
Banheiros: 200 m² a 300 m²
IN SEGES/MP 5/2017
exposição a situação de risco: 130 m² a 160 m²
IN SEGES/MP 5/2017
Fachadas Envidraçadas: 130 m2 a 160 m²
IN SEGES/MP 5/2017
Áreas Hospitalares e assemelhadas: 360 m² a 450 m2
IN SEGES/MP 5/2017
índices de produtividade por servente em jornada de oito horas diárias
IN SEGES/MP 5/2017
poderão ser alteradas por meio de Portaria da Secretaria de Gestão
IN SEGES/MP 5/2017
adotar índices de produtividade diferenciados dos estabelecidos neste anexo

Fontes oficiais consultadas

Equipe editorial da BYTX LTDA

Texto conferido nas fontes oficiais em 14 de outubro de 2026. Erro ou dúvida: informe aqui.

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